Como fazer um evento digital acessível?

Como fazer um evento digital acessível?

Eventos online têm ganhado cada vez mais força, mas produzi-los não é uma tarefa simples. Além de fazer algo que seja interessante para quem vai participar do outro lado, a acessibilidade deve ser considerada desde o início para que mais pessoas sejam alcançadas e possam consumir o conteúdo sem nenhum impedimento. 

Mas como fazer isso? 

Nesse texto vamos dar algumas dicas incríveis de como fazer um evento digital acessível que aprendemos quando organizamos a primeira edição do Link: Summit de Acessibilidade Digital e que colocaremos em prática novamente na edição desse ano.

 

Por que pensar em acessibilidade digital?

O primeiro passo é se colocar no lugar do outro. No Brasil, quase 24% da população possui algum tipo de deficiência. Estamos falando de mais de 45 milhões de brasileiros. Muita gente não é mesmo? E assim, como qualquer pessoa, elas passam um bom tempo online. Fazer conteúdos pensando nelas, não é apenas uma atitude inclusiva, ela abre portas para diferentes oportunidades. Vale lembrar que além dessa atitude ser muito boa, é lei, tá?

A Lei nº 13.146,  que entrou em vigor em 2016, garante que as pessoas com deficiência tenham acesso à informação e à comunicação. Pensando em um evento online, que não limita o público a um local específico e que já quebra uma grande barreira de acessibilidade, não dá para deixar deixá-las de fora.

Não existe uma fórmula mágica que faça com que todos consigam acompanhar o seu conteúdo. É preciso conhecer bem o seu público e pensar nas particularidades dele, buscando incorporar recursos de acessibilidade que atendam a cada tipo de deficiência. 

 

O que fizemos para que o Link fosse acessível para todos?

1. Planejamos os recursos de acessibilidade necessários

Uma das primeiras coisas que fizemos foi definir quais os recursos de acessibilidade que iríamos disponibilizar na transmissão. Para a comunidade surda, os intérpretes de Libras eram indispensáveis, e pensamos também em colocar legendas (closed captions) paras as pessoas com deficiência auditiva que compreendem o português. Conversamos com os palestrantes dando sugestões para que suas apresentações fossem acessíveis às pessoas cegas ou com deficiência visual. Eles deveriam descrever as imagens que estavam nos slides para contextualizar quem não via o conteúdo. A inclusão do recurso de audiodescrição – uma pessoa que descreve as informações visuais – fez toda diferença para essas pessoas também.

 

2. Fizemos uma comunicação acessível

Como fazer um evento digital acessível acontecer se as pessoas não souberem que ele estará acessível? Toda a nossa divulgação foi pensada na comunicação direta para as pessoas com deficiência. 

Criamos o site do evento com um código bem estruturado para os leitores de tela das pessoas com deficiência visual e ainda contamos com a presença do Hugo, nosso intérprete virtual que traduz os conteúdos dos sites para Língua Brasileira de Sinais (Libras). O vídeo promocional do evento também possuía recursos acessíveis e legendas. As publicações foram feitas com textos alternativos e nas redes sociais onde não havia essa opção usamos a #PraCegoVer.

 

 

3. Interagimos com os participantes

Além de ter acesso a todas as palestras do evento, os participantes puderam fazer perguntas ao vivo. Uma equipe ficou à disposição, moderando os comentários e auxiliando as pessoas com eventuais questões sobre a transmissão e seus recursos. Essa interação aproximou muito mais o público do universo do evento, e o aprendizado pôde ser mais rico, já que todos conseguiam tirar suas dúvidas na hora. 

 

4. Compartilhamos os conteúdos

Algumas semanas após o evento, compartilhamos uma playlist com os vídeos da transmissão. Eles foram editados e separados por temas, assim as pessoas conseguiam escolher e assistir as palestras que mais gostaram. Isso fez com que mais gente pudesse aprender sobre acessibilidade digital e que o Link ganhasse ainda mais reconhecimento. 

 

Os resultados

O Link se tornou o maior evento de acessibilidade digital do país! Foram mais de 6.000 pessoas inscritas para acompanhar a transmissão online.  Recebemos diversos comentários positivos sobre o evento e os recursos que disponibilizamos. Isso deixou a gente muito mais empolgado para a edição deste ano, e é claro que a acessibilidade continuará sendo a nossa prioridade número um! <3.

O Link 2019 vai acontecer no dia 08 de agosto e já conta com a participação de grandes marcas, como a Catho e a Azul Linhas Aéreas que vão apresentar seus cases de sucesso. Autoridades no tema como Cid Torquato, Isa Meirelles, Léo Viturinno e Lucas Radaelli também estarão entre os palestrantes confirmados do evento.

Você pode conferir a programação completa e garantir sua vaga na transmissão através desse link: http://link.handtalk.me.

Até lá! 😉

 

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